quarta-feira, 26 de outubro de 2011

HPV: VACINA JÁ AOS NOVE


Três letrinhas entraram no cartão de vacinação infantil: HPV. Agente causador do câncer do colo do útero, o papilomavírus humano saiu dos consultórios ginecológicos para invadir as salas de pediatria e mostrar, mais uma vez, que doenças sexualmente transmissíveis não fazem parte apenas do universo dos adultos. Mães que cresceram sem a cultura da vacinação contra o HPV já podem proteger as filhas do segundo câncer que mais atinge as mulheres. A vacina, disponível no Brasil apenas em clínicas particulares, pode ser administrada a partir dos 9 anos. E é nessa fase, antes do início da vida sexual, que ela se mostra mais eficaz. Há quem aposte que, no futuro, a imunização possa ser administrada em bebês. O Recife é a cidade com mais casos no mundo. Amanhã (27/10) é o Dia estadual de combate à doença.

"A estatística do Ministério da Saúde mostra que 32% das meninas e 47% dos meninos iniciam a atividade sexual antes dos 13 anos", ressaltou a professora do Hospital das Clínicas da USP e chefe do grupo de HPV, a ginecologista Elsa Pereyra. Além de conferir proteção antes do primeiro contato com um dos mais de 200 tipos de HPV, há outro motivo para vacinar meninas e meninos (sim, eles também podem) cedo. "Os jovens desenvolvem mais rapidamente os anticorpos capazes de neutralizar esses vírus", disse a especialista.

A fornecedora de cana-de-açúcar Adna Rêgo, 32, foi rápida. Levou a filha, Theresa Carolina, para ser vacinada um mês depois que a menina completou 11 anos. "Eu tive uma infecção por HPV há nove anos. Era um tipo benigno, incapaz de causar o câncer do colo do útero. Ma achei importante vacinar logo a minha filha. Se na minha época houvesse vacina, talvez eu não tivesse tido", disse Adna, que garante: o resultado compensa o valor do investimento.

Nas clínicas particulares do Recife, a vacina que protege contra dois tipos de HPV, o 16 e o 18 (relacionados ao surgimento de câncer do colo do útero), custa R$ 200, a dose. A outra, que, além desses, também protege contra os tipos 6 e 11 (relacionados ao aparecimento de verrugas genitálias benignas), custa R$ 380, a dose. Em ambos os casos, são administradas três doses em um período de seis meses. Nenhuma das duas vacinas foi incluída no calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, se a vacina fosse administrada na rede pública só para meninas de 11 e 12 anos, o impacto para os cofres públicos seria de R$ 1,857 bilhão. Cifra maior que todo o orçamento anual do Programa Nacional de Imunização, que é de R$ 750 milhões por ano.

O custo é alto. Mas, segundo os ginecologistas, além de ter uma eficácia de aproximadamente 100% e de não ser capaz de provocar a doença, a imunização protege a mulher de 70% a 80% dos HPVs que provocam o surgimento do câncer do colo do útero. "Às vezes é mais caro cuidar dos cabelos", comparou a ginecologista e coordenadora do Setor de Prevenção do Câncer Cervical e Vulvar do Hospital das Clínicas da UFPE, Angelina Maia, se referindo à vacina mais barata. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, surgiram mais de 18 mil novos casos de câncer do colo do útero, em 2010, no país. Dois anos antes, a doença tirou a vida de 4.812 mulheres. Mais de mil pernambucanas desenvolvem esse tipo de câncer por ano.

Fonte: 
Diário de Pernambuco
Retirado do Portal COFEN

ENFERMAGEM PROCURA NOVOS TALENTOS


Quem acha que o trabalho na área da enfermagem envolve somente o apoio médico em clínicas e hospitais, se engana. Os profissionais realizam pesquisas, trabalham dentro de empresas e academias, dão aulas em escolas e universidades e administram equipes. Os enfermeiros são responsáveis por 65% das ações de qualidade e atenção à saúde no país
Apesar da diversidade de atuação, o mercado ainda tem deficiência de profissionais que atendam à demanda nacional. Segundo Míriam Heidemann, enfermeira e professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis, a demanda de formação de profissionais dessa área não condiz com a necessidade do país. A proporção de médicos e enfermeiros no Brasil está em 9,1 médicos para 1 enfermeiro. Em países desenvolvidos, essa situação é inversa, o que garante maior sucesso nas ações de saúde, tendo em vista as especificidades técnicas no trabalho do enfermeiro na promoção à saúde e prevenção de doenças , afirma.
De acordo com dados obtidos em 2002 pelo Conselho Federal de Enfermagem, em toda a região norte do país existem somente 4.724 enfermeiros. Na região centro-oeste 6.131, no nordeste 22.032, no sul 16.806 e no sudeste 48.275, a área de maior concentração. 
Na avaliação de Heidemann, essa desproporção acontece porque ainda existe uma cultura, em determinadas regiões do país, de que profissões de maior prestígio são as de medicina e odontologia . 

Remuneração 

A enfermagem pode ser uma profissão com boa remuneração. Os salários dependem do poder aquisitivo do local de trabalho e do tipo de trabalho desenvolvido pelo enfermeiro. Os consultores e pesquisadores, por exemplo, têm seus salários base em torno de R$ 4.650,00 e recebem, à parte, valores relacionados às tarefas desempenhadas. 
De acordo com a professora Miriam Heidemann, a qualificação é um ponto fundamental no critério de remuneração. Quanto maior a escolaridade do enfermeiro, em termos de pós-graduações lato sensu (especializações) e strictu senso (mestrados e doutorados) maiores conquistas salariais . 
As grandes empresas também oferecem bons salários aos profissionais especializados em Enfermagem do Trabalho. A remuneração inicial é R$ 3.000,00, podendo chegar a R$ 8.000,00 ou mais, dependendo do tamanho da companhia. Entre as atividades desempenhadas estão a identificação e promoção das necessidades no campo de segurança, higiene e melhoria do ambiente de trabalho, executando programas de proteção à saúde dos empregados. 

Pré-requisitos 

Curiosidade, gostar de estudar, ter hábito de leitura, ter habilidade de comunicação, paixão pelo que faz, potencial de crítica e reflexão, habilidade/destreza corporal e manual são algumas das características necessárias ao profissional de enfermagem, conforme aponta a professora Miriam Heidemann. 
Amar a beleza da vida e do homem, lidar e apoiar o nascer e o morrer como condições de existência, sensibilidade para lidar com a dor dos outros, ter empatia e estar ciente de que tudo se transforma são aspectos que o profissional de enfermagem deve valorizar , afirma. 

Campos em expansão 

As estratégias de saúde da família estão em expansão em todo o país. Há municípios em que essas unidades não funcionam pela falta de médicos e enfermeiros, especialmente em áreas da região norte e nordeste. A home care, que é o atendimento domiciliar, também está ampliando sua atuação na medida em que humaniza o atendimento ao paciente, que fica próximo da sua família. O enfermeiro, neste caso, pode empresariar uma unidade de atendimento deste tipo ou ser contrato por seguradora, plano de saúde ou hospital para essas funções. 
O campo da pesquisa na área da saúde e da enfermagem é outro campo em permanente expansão. 
As especializações nas diversas áreas da saúde oncologia, estética, obstetrícia, geriatria, ortopedia etc também necessitam de um profissional de enfermagem com treinamento específico para esses setores. Além do especialista. Heidemann lembra que o mercado carece de enfermeiros com habilidades gerenciais e administrativas para participar ativamente da gestão hospitalar e de outras ações ligadas à consultoria e auditoria na área de saúde. 


Fonte: COFEN

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CCJC APROVA JORNADA DE 30 HORAS PARA ENFERMAGEM



Mais uma vitória pode ser comemorada por toda a categoria de Enfermagem. Trata-se daaprovação, pela Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania, da Câmara de Deputados, do P.L 2295/2000, que trata da redução da jornada de trabalho para 30 horas. A matéria foi aprovada no dia 10/10, por unanimidade, na presença de representantes do COFEN, ABEn, CNTS e de demais profissionais da categoria.

Na oportunidade, todos os parlamentares que se manifestaram declararam apoio irrestrito à matéria, argumentando ser uma luta justa dos enfermeiros, que, por serem responsáveis pela humanização da saúde, merecem ter melhores condições de trabalho.

"Com certeza estes profissionais poderão exercer seu trabalho de forma mais digna e com uma qualidade ainda melhor, o que vai beneficiar toda a saúde do país", declarou o relator do projeto na CCJC, deputado Colbert Martins, após o encerramento da votação.

De acordo com a presidente da ABEn, Maria Goretti David Lopes, o momento a partir de agora é ainda mais decisivo, uma vez que o projeto partirá para o plenário da Casa. "Conseguimos mais uma vitória aqui na Câmara Federal. E mais do que nunca precisamos da mobilização nacional, dos colegas, através de e-mails, o deslocamento para o Congresso Nacional quando da votação em plenário. Não podemos desanimar, vamos para a vitória. Vamos comemorar ainda este ano!", declarou.

Presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Dr. Manoel Carlos Neri da Silva, reconhece o momento como uma grande vitória de todos aqueles que lutaram pela aprovação do P.L, desde as entidades de classes aos estudantes, e, de forma especial, os deputados que deram atenção a essa importante luta da categoria. "Toda a Enfermagem só tem a agradecer a todos que fizeram do projeto da redução da jornada de trabalho uma luta diária. Esperamos contar novamente com esse apoio para que cada um consiga sensibilizar os deputados federais dos seus estados e sejamos vitoriosos, também, na sua aprovação pelo plenário".


Torna-se uma vitoria da categoria de enfermagem, assim, todos devemos nos unir, tantos enfermeiros ja formados, como acadêmicos de Enfermagem, para que ao entrarmos no mercado de trabalho possamos encontrar melhores condições de trabalho e carga horaria justa ao profissional que muito se dedica a prestar assistência de qualidade à população!

Fonte: COREN-PI

terça-feira, 11 de outubro de 2011

NOBEL DE MEDICINA 2011

ENTENDA O NOBEL DE MEDICINA 2011 

Um dos ganhadores do prêmio Nobel de medicina de 2011, o canadense Ralph Steinman, morreu na sexta-feira (30) aos 68 anos vítima de câncer no pâncreas, apenas três dias antes de o prêmio ser anunciado. A informação foi confirmada pela Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, onde Steinman lecionava.
"A Universidade Rockefeller está encantada que a Fundação Nobel reconheceu Ralph Steinman por suas descobertas essenciais sobre as respostas imunes do organismo", afirmou em nota o reitor Marc Tessier-Lavigne. "Mas a notícia vem com um sabor amargo, uma vez que descobrimos esta manhã pela família de Ralph que ele faleceu há poucos dias após uma longa batalha contra o câncer. Nossos sentimentos estão com a esposa, filhos e família de Ralph".
O prêmio foi dividido entre Steinman e os cientistas Bruce Beutler e Jules Hoffmann. Pelas regras do Nobel, não são permitidas nomeações póstumas. No entanto, no caso de o vencedor morrer entre a decisão e a premiação, a escolha é mantida.

FONTE: G1.COM

sábado, 1 de outubro de 2011

VACINA CONTRA AIDS TEM 90% DE SUCESSO EM TESTES

Uma vacina contra a aids desenvolvida na Espanha obteve 90% de sucesso em testes iniciais aplicados em 30 voluntários de Madri e Barcelona. Apesar de os participantes estarem sem o HIV em seus organismos, o imunizante deixou 90% deles preparados para possível contato com o vírus transmissor. Essa mesma resistência durou pelo menos um ano em 85% dos voluntários. A ideia dos médicos do Hospital Clinic, de Barcelona, e do Gregorio Marañon, de Madri, foi “treinar” o corpo de pessoas sem a doença para que pudessem reconhecer o vírus HIV e células infectadas para atacá-los.


Agora, o próximo passo será testar a vacina como terapia para portadores do vírus, mas que ainda não desenvolveram a doença. Mesmo com o sucesso na primeira das três fases comuns dos testes em humanos, Felipe García, chefe da equipe que conduziu o estudo em Barcelona, afirmou ser preciso cautela. Para o médico, o número de voluntário ainda é pequeno para poder dizer se o imunizante vai mesmo garantir a defesa permanente do corpo contra o HIV.


A vacina é denominada de MVA-B e foi preparada a partir de vírus diferente do HIV. Ao ser enfraquecido, o micro-organismo serviu para produzir imunizante contra a varíola e agora é muito usado para a pesquisa em outras doenças. A letra B na classificação indica o tipo de HIV mais comum na Europa e que é combatido pela nova vacina espanhola.


Para preparar a vacina, os cientistas espanhóis colocaram quatro genes do HIV dentro do vírus enfraquecido da varíola. De acordo com os pesquisadores, a presença desses genes é insuficiente para desenvolver a doença em pessoas saudáveis. Pelo contrário, ela serve somente para deixar o corpo em alerta para o caso de o vírus de verdade entrar dentro do organismo do imunizado.


Os resultados foram divulgados nas publicações médicas Vaccine e Journal of Virology. O estudo foi autorizado pelo Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) espanhol, principal órgão voltado para a pesquisa científica, do governo do país. A substância já havia sido testada em 2008 em roedores e em macacos. (das agências de notícias)


Como

ENTENDA A NOTÍCIA

O conceito da vacina é ensinar o organismo a reagir à presença do vírus e eliminá-lo ou impedir sua proliferação. O objetivo seguinte será o teste em pacientes já infectados, mas que ainda não desenvolveram sintomas.

FONTE: WWW.OPOVO.COM.BR